Meus direitos x Vontade de Deus
"Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa." Mateus 1.24 (NVI)
São pouquíssimas as informações que temos sobre José ao longo das Escrituras. Não sabemos ao certo quando ele morreu e até qual período de sua vida ele pôde acompanhar Jesus e Maria. Contudo, o pouco que temos nos traz um dos maiores ensinamentos sobre alguém que abriu mão dos seus direitos para buscar a vontade de Deus em primeiro lugar.
Por estarmos acostumados com a história, corremos o risco de não perceber a gravidade da situação na qual Maria e José se encontravam quando ela recebe a notícia de que está grávida de Jesus. Um noivado naquele contexto já representava basicamente um casamento. Tanto é que pela lei, caso a noiva fosse encontrada em adultério, a punição dada a ela seria a mesma que uma mulher já devidamente casada receberia (Dt 22.23-24).
Recebida a notícia da gravidez, a conclusão mais óbvia para o caso de José é que sua noiva o havia traído, afinal, eles não tinham tido nenhuma relação sexual, portanto, Maria certamente havia se envolvido com alguém. Sendo assim, pela lei José poderia processá-la, expor o ato de Maria publicamente, assim como mais tarde os fariseus tentaram fazer com a mulher adúltera (Jo 8.1-11).
Entretanto, não é isso o que ele faz. Por amá-la, ele escolhe se separar de maneira a não expor Maria, pois a lei também dava a ele esse direito. Porém, mesmo estando disposto a tomar essa decisão, Deus intervém em sua vida por meio de um sonho, pedindo pra que José mantivesse o casamento, pois o filho que Maria esperava havia sido gerado pelo Espírito Santo e desse bebê viria a salvação do mundo (Mt 1.21).
Na condição de José certamente poderíamos ser tentados a fazer valer os nossos direitos para não sairmos prejudicados. Além de traído, José poderia ter se sentido desvalorizado e humilhado. As leis da sua época, inclusive a religiosa (corrompida por alguns equívocos humanos), poderiam ser usadas a seu favor. Apesar de tudo isso, José opta por obedecer ao estranho e aparentemente sem sentido pedido de Deus.
Essa história nos convida a fazer algumas reflexões muito importantes. Por exemplo: será que os direitos que a sociedade e o mundo nos ensinam a ter são sempre condizentes com a vontade de Deus? Precisamos nos lembrar que para fazer valer nossos direitos nesse mundo, jamais podemos esquecer de cumprir primeiramente nossos deveres diante do Senhor que nos chamou.
Na condição de José certamente poderíamos ser tentados a fazer valer os nossos direitos para não sairmos prejudicados. Além de traído, José poderia ter se sentido desvalorizado e humilhado. As leis da sua época, inclusive a religiosa (corrompida por alguns equívocos humanos), poderiam ser usadas a seu favor. Apesar de tudo isso, José opta por obedecer ao estranho e aparentemente sem sentido pedido de Deus.
Essa história nos convida a fazer algumas reflexões muito importantes. Por exemplo: será que os direitos que a sociedade e o mundo nos ensinam a ter são sempre condizentes com a vontade de Deus? Precisamos nos lembrar que para fazer valer nossos direitos nesse mundo, jamais podemos esquecer de cumprir primeiramente nossos deveres diante do Senhor que nos chamou.
Ouve-se constantemente a mensagem de que "todos merecem ser felizes!". E, de fato, a felicidade é algo de grande valor. Entretanto, será que vale tudo em prol desse objetivo? Vale romper com princípios, prejudicar o meu próximo ou desagradar a Deus para alcançar o meu direito de ser feliz nesse mundo? Tomemos cuidado para que a vontade de fazer valer nossos direitos não nos afaste da obediência ao nosso Criador.
Considere a seguinte possibilidade: E se pela dor Deus quiser nos ensinar algo? E se a resposta de Deus for pra que esperemos um pouco mais ou façamos silêncio para ouvir sua voz? E se ele quiser nos ensinar através da humilhação, da perda, da vergonha? Não foi por meio da cruz que o próprio Cristo cumpriu a vontade do Pai? Lembre-se que Jesus tinha o direito de não se entregar, afinal ele não apenas era justo, mas também era o próprio Deus, contudo, "não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo." (Fp 2.6-7). Em Cristo vemos que a vontade de obedecer ao Pai foi mais importante do que a vontade de mostrar ao mundo que seus direitos eram bem representados, custe o que custasse.
Entenda que não há incentivos na Bíblia para que aceitemos e sejamos passivos com a injustiça ou atos corruptos sobre nossas vidas. Contudo, o cristão começa reconhecendo seus direitos a partir dos ensinamentos divinos e não a partir do que a sociedade ou a tendência social considera como certo e errado. Afinal de contas, as tendências sociais podem mudar (inclusive as noções de direitos e deveres, certo e errado). Mas a Palavra do Senhor permanece, de geração a geração.
Através de Jesus, aprendemos que não há nenhum mérito em amar apenas aqueles que nos amam ( Mt 5.43-38). Portanto, ainda que tenhamos, aos olhos da sociedade, o direito de amar somente quem nós quisermos, a vontade do Pai é que amemos a todos, inclusive os que pensam diferente de nós, os que nos machucam, os que nos perseguem.
Jesus tinha o direito de dizer "não" aos discípulos e a toda a humanidade, mas pela fé e por amor confiou na Palavra e se lançou para experimentar a vontade do Pai. Ele se entregou na cruz, abrindo mão do direito de sua própria vida para morrer no lugar daqueles que tinham o dever de serem mortos por causa dos seus pecados (2 Co 5.21).
Que o Senhor nos ensine a submeter nossos desejos e direitos ao plano dEle para nossas vidas, de forma que nunca deixemos de experimentar a sua boa, perfeita e agradável vontade.
Através de Jesus, aprendemos que não há nenhum mérito em amar apenas aqueles que nos amam ( Mt 5.43-38). Portanto, ainda que tenhamos, aos olhos da sociedade, o direito de amar somente quem nós quisermos, a vontade do Pai é que amemos a todos, inclusive os que pensam diferente de nós, os que nos machucam, os que nos perseguem.
Jesus tinha o direito de dizer "não" aos discípulos e a toda a humanidade, mas pela fé e por amor confiou na Palavra e se lançou para experimentar a vontade do Pai. Ele se entregou na cruz, abrindo mão do direito de sua própria vida para morrer no lugar daqueles que tinham o dever de serem mortos por causa dos seus pecados (2 Co 5.21).
Que o Senhor nos ensine a submeter nossos desejos e direitos ao plano dEle para nossas vidas, de forma que nunca deixemos de experimentar a sua boa, perfeita e agradável vontade.

Comentários
Postar um comentário