Promovendo a paz

                                           

                                                     


No que depender de vocês, vivam em paz com todos.”   Romanos 12.18 (NVT)

Dentro do cabe a nós e no que depende tão exclusivamente de nossas ações, temos sido promotores da paz?

Acostumados com a falsa ideia de que “o problema sempre está no outro”, nos esquecemos que a busca pela paz independe da atitude do meu próximo (seja ele um amigo ou inimigo). Vejamos o caso de Jesus.  A Bíblia nos ensina que o sacrifício de Cristo nos torna aceitáveis diante de Deus. Sua morte na cruz permitiu com que passássemos da condição de inimigos para amigos, de escravos para filhos. Como consequência, temos paz com Deus (Rm 5.1). Mas não há em momento algum na Bíblia uma expressão de que nós - seres humanos afetados pelo pecado - tenhamos desejado uma reconciliação com Deus. Não queríamos paz, conserto, proximidade como nosso Criador (Rm 3.10-11). A Bíblia vai além: diz que Cristo se entregou, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8). 

Qual culpa tinha Jesus para morrer como morreu? Sabemos que nenhuma! Mas ele se tornou pecado em nosso lugar para nos dar a oportunidade de termos paz com o Senhor (2 Co 5.21). Ou seja, o que lhe cabia fazer em obediência ao Pai e por amor a nós, Cristo fez. 

Apesar de tudo isso, muitos o rejeitam, o abandonam e não confiam em sua oferta de salvação do pecado que nos conduz à morte. Mas veja que belo exemplo: a despeito da chance de o rejeitarem (como de fato fizeram e ainda fazem), Cristo não deixou de promover a paz e estender sua oferta a todo mundo.

Se somos discípulos de Jesus, por que ainda parece que ficamos reféns da atitude do outro para assumir nossa responsabilidade de promovermos a paz? Significa, então, que se o meu próximo não mudar, eu continuarei em desobediência a Deus? Se sim, essa não seria uma evidência de que no fundo eu sirvo mais aos meus interesses e promovo mais o meu reino pessoal, do que ao Senhor e Rei de toda criação?

Lembremo-nos que fomos chamados para sermos sal dessa terra e, por isso, a insistência na desobediência a Deus mantém o mundo sem o tempero divino e acelera o processo de apodrecimento da nossa sociedade. Já imaginou se Deus dependesse de nós para fazer o bem?

Coragem, meu irmão e minha irmã! Fomos chamados para algo maior do que nós mesmos. Assuma sua responsabilidade de fazer o que precisa ser feito, mesmo correndo o risco de não ser correspondido, compreendido, amado. Que estejamos satisfeitos com o sorriso do nosso Deus, sabendo que nEle o nosso esforço nunca (nunca mesmo!) é em vão.

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